Dr. Fernando Umada https://fernandoumada.com.br/ Mon, 16 Mar 2026 10:44:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://fernandoumada.com.br/wp-content/uploads/2023/04/cropped-LOGO-3_1-32x32.png Dr. Fernando Umada https://fernandoumada.com.br/ 32 32 BMAC no joelho: o que é o concentrado de medula óssea e para quem ele é indicado https://fernandoumada.com.br/bmac-concentrado-de-aspirado-de-medula-ossea/ https://fernandoumada.com.br/bmac-concentrado-de-aspirado-de-medula-ossea/#respond Mon, 09 Mar 2026 10:18:19 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2142 O paciente chegou ao consultório com a ressonância debaixo do braço e uma frase na ponta da língua: “O ortopedista disse que ainda não precisa operar, mas que o tratamento convencional não está mais adiantando.”  Esse é o perfil mais comum de quem perguntar sobre o BMAC. Um joelho que já passou pelo ácido hialurônico, […]

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O paciente chegou ao consultório com a ressonância debaixo do braço e uma frase na ponta da língua: “O ortopedista disse que ainda não precisa operar, mas que o tratamento convencional não está mais adiantando.” 

Esse é o perfil mais comum de quem perguntar sobre o BMAC. Um joelho que já passou pelo ácido hialurônico, pelo PRP, pela fisioterapia, e que ainda dói.

O BMAC (Bone Marrow Aspirate Concentrate, ou Concentrado de Aspirado de Medula Óssea) não é um tratamento novo para quem ainda não tentou nada. Ele é um passo mais avançado dentro da medicina regenerativa, indicado quando as terapias biológicas de primeira linha já foram usadas e o paciente ainda tem cartilagem preservada suficiente para responder ao tratamento.

O que é o BMAC e de onde ele vem

A medula óssea é a fábrica de células do nosso corpo. Dentro dela, além dos glóbulos vermelhos e brancos, existem células mesenquimais, células com capacidade de se diferenciar em tecidos como cartilagem, osso e tendão. O BMAC é exatamente o concentrado dessas células, extraído do próprio paciente.

O procedimento começa com a aspiração de uma pequena quantidade de medula óssea da crista ilíaca, o osso da bacia. Uma agulha específica é introduzida sob anestesia local e retira cerca de 60 ml de aspirado. 

Esse material é então colocado em uma centrífuga especial que separa os componentes: os glóbulos vermelhos são descartados e o que fica é um concentrado rico em células mesenquimais, plaquetas e fatores de crescimento. Em seguida, o BMAC é injetado diretamente no joelho, guiado por ultrassom para garantir que o material chegue exatamente onde precisa.

A diferença entre o BMA (não concentrado) e o BMAC está na etapa de concentração: com a centrifugação, aumenta-se a quantidade de células ativas no volume injetado, potencializando o efeito terapêutico.

Como o BMAC age dentro do joelho

Diferentemente do ácido hialurônico, que atua principalmente como lubrificante, o BMAC trabalha em outra camada: ele modifica o ambiente inflamatório da articulação e estimula os mecanismos de reparo do próprio organismo.

O cartilagem articular é um tecido avascular, não tem vasos sanguíneos, e por isso tem capacidade de regeneração muito limitada naturalmente. Os fatores de crescimento presentes no BMAC atuam diretamente nos condrócitos (as células da cartilagem), reduzindo a produção de citocinas inflamatórias e estimulando a síntese de colágeno e proteoglicanos. 

O efeito não é instantâneo: ele se desenvolve nas primeiras semanas após a aplicação e pode se consolidar ao longo de três a seis meses. Isso explica por que alguns pacientes ficam impacientes nas primeiras semanas — o processo biológico tem um ritmo próprio.

Uma revisão sistemática publicada no American Journal of Sports Medicine analisou 11 estudos sobre o uso do BMAC em lesões de cartilagem e artrose de joelho. Todos eles relataram resultados bons a excelentes, sem eventos adversos significativos. 

Um ensaio clínico randomizado mais recente, publicado em 2025 na revista Ortopedia e Traumatologia, demonstrou redução significativa de dor no grupo tratado com aspirado de medula óssea em comparação ao grupo controle, medida pelo índice WOMAC após seis meses.

Para quem o BMAC é indicado

Não é qualquer joelho com dor que se beneficia do BMAC. A indicação depende de três critérios principais: o estágio da artrose, a presença de estrutura cartilaginosa ainda preservada e o histórico de tratamentos anteriores.

Indico o BMAC para pacientes com artrose de joelho nos graus 2 e 3 (escala de Kellgren-Lawrence), que já realizaram ciclos de ácido hialurônico ou PRP com resposta insuficiente e que ainda têm cartilagem remanescente visível na ressonância magnética. 

Também avalio seu uso em defeitos condrais focais, lesões localizadas em áreas específicas da cartilagem, comuns em jovens atletas após traumas.

Na artrose grau 4, com desgaste total da cartilagem e osso exposto, o BMAC não tem base suficiente para agir: não há tecido residual para estimular. Nesses casos, a artroplastia total de joelho continua sendo a indicação mais eficaz. 

A medicina regenerativa não substitui a cirurgia quando a cirurgia é a opção correta, ela existe para ampliar a janela de tratamento antes que esse momento chegue.

BMAC versus PRP: qual a diferença prática

Essa é uma pergunta que recebo com frequência. O PRP é obtido do sangue do próprio paciente, por punção venosa simples. Concentra plaquetas e fatores de crescimento, com ação principalmente anti-inflamatória e de modulação do ambiente articular. É uma terapia de entrada mais acessível, com protocolo mais simples.

O BMAC adiciona a essa equação as células mesenquimais da medula óssea, que têm capacidade de diferenciação tissular. Isso torna o BMAC uma opção de maior potencial regenerativo, especialmente em quadros onde o dano cartilaginoso já é mais extenso. 

O custo e a complexidade do procedimento também são maiores, o que justifica reservar o BMAC para os casos onde o PRP já foi tentado ou onde o quadro clínico demanda uma intervenção mais robusta.

Como é o procedimento no consultório

O BMAC é realizado em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. O paciente recebe anestesia local na região da crista ilíaca. A aspiração da medula leva menos de 15 minutos. O processamento em centrífuga ocorre ali mesmo, no consultório, e em seguida o concentrado é injetado no joelho com guia de ultrassom em tempo real.

O uso do ultrassom nessa etapa não é um detalhe técnico, é o que garante precisão milimétrica na deposição do material. Infiltrar sem guia de imagem em uma articulação com desgaste avançado e anatomia alterada aumenta significativamente o risco de errar o alvo. 

Sobre os medos relacionados ao procedimento, especialmente o medo da agulha, eu explico em detalhes no artigo Infiltração dói? Mitos e verdades sobre o procedimento no joelho.

Após a aplicação, o paciente retoma as atividades leves em 24 a 48 horas. Recomendo evitar impacto intenso por duas semanas e associar o retorno à fisioterapia ao protocolo, principalmente para fortalecimento do quadríceps e glúteo médio, que potencializam e sustentam os resultados biológicos do tratamento.

O que esperar dos resultados

Os resultados do BMAC não são uniformes para todos os pacientes, e seria desonesto apresentá-lo como solução definitiva. O que a literatura mostra, e o que observo na minha prática, é uma melhora consistente na dor e na função articular nos casos bem selecionados, especialmente entre três e seis meses após a aplicação.

Pacientes com artrose moderada, boa reserva muscular e comprometimento com a reabilitação tendem a ter os melhores resultados. Fatores como sobrepeso e diabetes podem reduzir a eficácia, pois alteram o ambiente inflamatório sistêmico. 

Por isso avalio cada caso antes de indicar, o BMAC não é para todo paciente, mas para o paciente certo, é hoje um dos tratamentos mais promissores dentro da ortopedia regenerativa.

Se você já passou por outras infiltrações e ainda sente dor no joelho, pode ser que o próximo passo seja uma avaliação para o BMAC. Agende uma consulta pelo WhatsApp para analisarmos o seu caso com exames e histórico clínico em mãos.

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Dor na parte interna do joelho: nem sempre é menisco https://fernandoumada.com.br/dor-na-parte-interna-do-joelho/ https://fernandoumada.com.br/dor-na-parte-interna-do-joelho/#respond Mon, 23 Feb 2026 11:52:47 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2139 Você sente uma pontada ou queimação, e vem a dor na parte interna do joelho, logo abaixo da linha da articulação. A dor piora ao subir escadas, levantar da cadeira ou até mesmo ao dormir de lado, quando um joelho encosta no outro. O primeiro pensamento lógico é quase sempre o mesmo: rompi o menisco. […]

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Você sente uma pontada ou queimação, e vem a dor na parte interna do joelho, logo abaixo da linha da articulação. A dor piora ao subir escadas, levantar da cadeira ou até mesmo ao dormir de lado, quando um joelho encosta no outro. O primeiro pensamento lógico é quase sempre o mesmo: rompi o menisco.

Embora a preocupação faça sentido, nem toda dor nessa região indica uma lesão cirúrgica dentro da articulação. Existe uma condição muito frequente, mas pouco conhecida pelos pacientes, chamada Bursite da Pata de Ganso ou Tendinite da Pata de Ganso (Anserina).

O diagnóstico correto é fundamental, pois o tratamento para essa inflamação é completamente diferente do tratamento para um menisco rompido. 

O que é a Pata de Ganso?

O nome curioso vem da anatomia. Na parte interna da perna, logo abaixo do joelho, três tendões (sartório, grácil e semitendíneo) se unem para se fixar na tíbia. O formato dessa junção lembra a membrana da pata de um ganso.

Entre esses tendões e o osso, existe uma pequena bolsa cheia de líquido chamada bursa. A função dela é reduzir o atrito e fazer os tendões deslizarem suavemente. Quando há sobrecarga excessiva, atrito constante ou trauma direto, essa bursa inflama. O resultado é dor local, inchaço e sensibilidade ao toque.

Como diferenciar da lesão de menisco?

A confusão acontece pela proximidade, mas existem sinais claros que nos ajudam a distinguir as duas condições.

A dor da lesão no menisco geralmente é profunda, localizada dentro do joelho, e costuma vir acompanhada de travamentos, estalos ou sensação de instabilidade.

Já na bursite da pata de ganso, a dor é mais superficial e localizada cerca de dois a três dedos abaixo da linha da articulação. O paciente consegue apontar exatamente onde dói com um dedo. Além disso, raramente há bloqueio mecânico do movimento. A queixa principal é uma queimação constante que pode irradiar para a perna.

Principais causas e fatores de risco

Essa inflamação não surge do nada. Ela é quase sempre um sinal de que algo na sua mecânica ou na sua rotina precisa de ajuste. Os fatores mais associados são:

1. Sobrecarga e Obesidade

O excesso de peso aumenta a pressão sobre a parte interna do joelho, forçando os tendões a trabalharem dobrado para estabilizar a perna. O impacto da obesidade na saúde das articulações é um dos maiores gatilhos para essa bursite.

2. Artrose do Joelho

Pacientes que já possuem desgaste na cartilagem medial costumam desenvolver essa bursite de forma secundária. A alteração no eixo da perna causada pela artrose do joelho tenciona os tendões da pata de ganso, gerando a inflamação.

3. Falta de alongamento

A retração (encurtamento) dos músculos posteriores da coxa puxa os tendões com força excessiva em cada passo, irritando a bursa.

4. Diabetes

Pacientes diabéticos têm uma predisposição maior a processos inflamatórios em tendões e bursas.

Como é o tratamento?

A excelente notícia é que a bursite da pata de ganso tem tratamento conservador e altíssimas taxas de cura sem cirurgia.

A primeira linha de ação envolve repouso relativo (evitar escadas e longas caminhadas), aplicação de gelo local e fisioterapia focada em analgesia e alongamento da cadeia posterior.

Se a dor for muito intensa ou persistente, realizo uma infiltração no consultório. Utilizo o ultrassom para guiar uma agulha fina exatamente dentro da bursa inflamada, depositando uma medicação anti inflamatória potente. O alívio costuma ser rápido e duradouro, permitindo que o paciente retome a fisioterapia com conforto.

Não ignore a dor

Sentir dor na parte interna do joelho não significa necessariamente que você precisará operar o menisco. Pode ser apenas uma inflamação de tecidos moles que resolveremos com o tratamento correto.

O importante é não se autodiagnosticar e não deixar a inflamação se tornar crônica. Agende uma avaliação para identificarmos a causa exata do seu desconforto e iniciarmos a recuperação.

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Edema ósseo no joelho: por que dói tanto e como tratar sem cirurgia? https://fernandoumada.com.br/edema-osseo/ https://fernandoumada.com.br/edema-osseo/#respond Mon, 09 Feb 2026 11:48:08 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2136 Muitos pacientes chegam ao consultório com o laudo da ressonância magnética nas mãos e uma expressão de preocupação. Lá está escrito: edema ósseo. A palavra assusta. A sensação imediata é de que o osso está inchado ou que existe algo grave acontecendo lá dentro. A dor dessa condição costuma ser intensa, contínua e, muitas vezes, […]

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Muitos pacientes chegam ao consultório com o laudo da ressonância magnética nas mãos e uma expressão de preocupação. Lá está escrito: edema ósseo. A palavra assusta. A sensação imediata é de que o osso está inchado ou que existe algo grave acontecendo lá dentro.

A dor dessa condição costuma ser intensa, contínua e, muitas vezes, não responde bem aos analgésicos comuns. O paciente sente o joelho latejar, principalmente à noite ou após colocar carga sobre a perna.

Neste artigo, vou desmistificar esse termo técnico. Vou explicar o que realmente está acontecendo dentro do seu osso e, o mais importante, como tratamos isso de forma moderna para evitar que o problema evolua para uma fratura completa.

O que é o edema ósseo?

Imagine que você bateu a perna e ficou roxo. Esse hematoma é um acúmulo de sangue e líquido nos tecidos moles. O edema ósseo é, basicamente, um hematoma dentro do osso.

O osso não é uma estrutura maciça e seca como uma pedra. Por dentro, ele é esponjoso, o que chamamos de osso trabecular, e muito vascularizado. Quando esse osso sofre uma sobrecarga mecânica maior do que ele consegue suportar, as micro trabéculas se quebram. O corpo reage enviando células inflamatórias e líquido para o local.

O problema é que o osso tem uma casca dura e não estica. Quando o líquido se acumula lá dentro, a pressão interna aumenta drasticamente. É essa pressão intra óssea que comprime as terminações nervosas e causa a dor aguda e persistente que você sente.

Causas principais: do atleta ao idoso

Existem dois perfis principais de pacientes que desenvolvem essa condição, e os motivos são diferentes.

1. O atleta (sobrecarga) 

Corredores e praticantes de esportes de impacto frequentemente sofrem microtraumas de repetição. Quando o volume de treino aumenta muito rápido e o descanso é insuficiente, o osso entra em fadiga. Se não tratado, esse edema pode evoluir para o que chamamos de fraturas por estresse no joelho

2. O paciente com artrose (insuficiência) 

Em pessoas acima dos 50 ou 60 anos, o edema geralmente está associado à osteoartrite do joelho. A cartilagem gasta deixa de proteger o osso subcondral, que é o osso logo abaixo dela. Esse osso fica exposto a impactos para os quais não está preparado e inflama. Chamamos isso de fratura por insuficiência.

O tratamento não cirúrgico funciona?

Sim, e é a primeira escolha. O objetivo do tratamento é reduzir a pressão dentro do osso e estimular a calcificação das micro fraturas.

Retirada de carga 

Pode parecer antiquado, mas é fundamental. Se o osso está machucado pelo impacto, precisamos tirar o impacto. O uso de muletas por 2 a 4 semanas é muitas vezes necessário para dar ao corpo o tempo biológico de reparo. Continuar pisando com dor prolonga o tratamento por meses.

Terapia por ondas de choque

Esta é uma das ferramentas mais poderosas que temos hoje. A terapia por ondas de choque extracorpórea emite ondas acústicas de alta energia que penetram no osso.

O mecanismo é biológico: as ondas estimulam a angiogênese, que é a formação de novos vasos sanguíneos, e a atividade dos osteoblastos, as células que fabricam osso novo. Isso acelera a troca metabólica, drena o edema e consolida a região fragilizada.

A eficácia dessa abordagem é validada pela literatura médica. Um estudo publicado no Journal of Physical Therapy Science demonstrou que a terapia por ondas de choque é eficaz no tratamento da síndrome de edema da medula óssea do joelho, reduzindo a dor significativamente em comparação ao tratamento conservador padrão. Você pode conferir os dados deste estudo sobre ondas de choque para edema ósseo aqui.

Medicina Regenerativa

Em casos refratários, onde o corpo tem dificuldade de cicatrizar sozinho, podemos utilizar injeções de concentrado de medula óssea (BMAC). Injetamos células do próprio paciente no local para sinalizar uma regeneração mais potente.

Quando a cirurgia é necessária?

A cirurgia, chamada de Subcondroplastia, fica reservada para casos que não respondem ao tratamento conservador após alguns meses. Nela, injetamos um substituto ósseo, uma espécie de pasta de cálcio, dentro do edema para preencher as falhas e dar sustentação imediata à estrutura.

O edema ósseo é um aviso do seu corpo de que a estrutura está no limite. Ignorar esse sinal e continuar treinando ou caminhando com dor pode transformar uma lesão reversível em uma fratura completa ou em um colapso ósseo que exigirá uma prótese.

O diagnóstico precoce através da ressonância magnética e a intervenção rápida mudam completamente o prognóstico. Se você tem essa dor persistente, agende sua consulta para iniciarmos o protocolo de recuperação óssea.

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Ácido Hialurônico ou PRP: qual a melhor infiltração para o seu joelho? https://fernandoumada.com.br/acido-hialuronico-ou-prp/ https://fernandoumada.com.br/acido-hialuronico-ou-prp/#respond Mon, 19 Jan 2026 19:12:14 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2129 Você sente desconforto constante e já ouviu falar que uma infiltração poderia resolver o problema. Logo em seguida surge a dúvida comum no consultório: qual substância aplicar? Devo escolher o Ácido Hialurônico ou o Plasma Rico em Plaquetas (PRP)? Essa indecisão é natural. A medicina regenerativa avançou muito e hoje temos opções que vão além […]

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Você sente desconforto constante e já ouviu falar que uma infiltração poderia resolver o problema. Logo em seguida surge a dúvida comum no consultório: qual substância aplicar? Devo escolher o Ácido Hialurônico ou o Plasma Rico em Plaquetas (PRP)?

Essa indecisão é natural. A medicina regenerativa avançou muito e hoje temos opções que vão além dos antigos corticoides.

Neste artigo explico tecnicamente as diferenças fundamentais entre a viscossuplementação e o PRP. O objetivo é que você entenda qual mecânica se aplica melhor ao seu caso antes de decidirmos o tratamento, especialmente se você já sofre com dor no joelho ao praticar esportes ou atividades diárias.

O que é a Viscossuplementação com ácido hialurônico?

Costumo explicar aos meus pacientes que o ácido hialurônico funciona como o óleo do motor de um carro.

Em um joelho com desgaste, o líquido sinovial perde qualidade. Ele fica ralo e perde a capacidade de proteger a cartilagem. A viscossuplementação é a injeção de ácido hialurônico exógeno para repor essa viscosidade.

Mecanismo de Ação

O foco aqui é mecânico e bioquímico. Ao injetar o gel, criamos uma película que recobre as superfícies ósseas. Isso reduz o atrito e melhora a absorção de impacto. Existe também um efeito analgésico, pois a substância ajuda a filtrar moléculas inflamatórias.

Para quem eu indico?

A viscossuplementação é o padrão ouro para a artrose do joelho leve a moderada. É ideal para o paciente que sente o joelho rígido ou tem aquela dor mecânica ao subir escadas. O objetivo é dar sobrevida à articulação e, em muitos casos, adiar a necessidade de procedimentos mais invasivos, como a prótese de joelho.

Estudos clínicos confirmam que o ácido hialurônico de alto peso molecular apresenta eficácia superior no controle da dor e melhoria funcional em comparação ao placebo. Você pode conferir os dados detalhados nesta revisão sistemática sobre a eficácia da viscossuplementação.

O que é o Plasma Rico em Plaquetas (PRP)?

O PRP segue uma lógica biológica diferente. Não estamos colocando um gel lubrificante, mas sim estimulando o corpo a trabalhar.

O procedimento começa com a coleta do seu próprio sangue, que passa por uma centrifugação para concentrar as plaquetas. Esse concentrado é injetado no local da lesão.

Mecanismo de ação

As plaquetas são reservatórios de fatores de crescimento. Quando ativadas, elas liberam sinais químicos que recrutam células reparadoras. O foco do PRP é a modulação da inflamação e o estímulo à regeneração de tecidos. Pesquisas publicadas em revistas de alto impacto demonstram que o PRP pode reduzir significativamente os níveis de citocinas inflamatórias no ambiente intra articular. Veja mais neste estudo sobre o mecanismo anti inflamatório do PRP.

Para quem eu indico?

O uso do PRP é muito interessante em lesões de tecidos moles. Pacientes que apresentam lesão de menisco ou tendinopatias crônicas, como a tendinite, costumam responder bem a esse estímulo biológico.

Comparativo direto: Ácido Hialurônico vs. PRP

Para facilitar a sua compreensão, separei os pontos principais que diferenciam as duas técnicas.

Objetivo principal

  • Ácido Hialurônico: lubrificação e proteção mecânica. Fundamental para quem sofre com osteoartrite.
  • PRP: estímulo biológico e cicatrização. Muito utilizado em atletas para acelerar a recuperação de tecidos.

Duração dos efeitos

  • Ácido Hialurônico: varia de 6 a 12 meses.
  • PRP: pode apresentar efeitos mais duradouros. Uma importante meta análise do American Journal of Sports Medicine comparou as duas técnicas e sugeriu que, embora o ácido hialurônico funcione mais rápido, o PRP tende a oferecer um alívio de dor mais sustentado a longo prazo em casos de artrose inicial. 

É possível combinar os dois tratamentos?

Sim. Em casos selecionados, a combinação pode oferecer o melhor dos dois mundos.

Utilizamos o ácido hialurônico para restaurar a lubrificação imediata e o PRP para combater a inflamação crônica. Essa abordagem híbrida pode ser excelente para pacientes ativos que desejam manter a prática esportiva e evitar que o quadro evolua para uma condromalácia patelar mais severa.

Vale lembrar que nenhuma infiltração faz milagres isoladamente. O impacto da obesidade na saúde das articulações é um fator determinante. O excesso de carga mecânica pode reduzir a duração do efeito de qualquer infiltração. Portanto, o controle de peso deve caminhar junto com o tratamento ortobiológico.

A decisão final

Não existe um vencedor absoluto. A escolha depende do diagnóstico anatômico.

Se o problema é falta de lubrificação e desgaste mecânico, a viscossuplementação tende a ser a primeira escolha. Se o quadro envolve inflamação de tendões ou necessidade de reparo tecidual, o PRP ganha destaque.

Caso você ainda tenha dúvidas sobre a gravidade do seu caso, recomendo a leitura sobre quando a dor no joelho precisa de atenção médica. A avaliação presencial é insubstituível para definirmos a estratégia que trará qualidade de vida para você.

E se deseja agendar uma consulta, basta clicar aqui e falar com minha equipe.

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Infiltração dói? Mitos e verdades sobre o procedimento no joelho https://fernandoumada.com.br/infiltracao-no-joelho/ https://fernandoumada.com.br/infiltracao-no-joelho/#respond Mon, 05 Jan 2026 19:07:08 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2126 A indicação de uma infiltração no joelho costuma vir acompanhada de uma reação imediata no paciente: o medo da dor. É compreensível. A ideia de uma agulha entrando na articulação gera ansiedade e muitas vezes faz com que a pessoa adie um tratamento que poderia devolver sua qualidade de vida. No consultório, percebo que esse […]

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A indicação de uma infiltração no joelho costuma vir acompanhada de uma reação imediata no paciente: o medo da dor. É compreensível. A ideia de uma agulha entrando na articulação gera ansiedade e muitas vezes faz com que a pessoa adie um tratamento que poderia devolver sua qualidade de vida.

No consultório, percebo que esse receio surge da falta de informação ou de relatos antigos de procedimentos feitos sem as técnicas modernas que utilizamos hoje.

Meu objetivo aqui é ser transparente sobre o que você vai sentir. Vou explicar como realizamos a anestesia, a importância da tecnologia para evitar desconfortos e o que esperar logo após sair da maca.

O tamanho da agulha e a anestesia local

A primeira coisa que precisamos desmistificar é o instrumento. Muitos imaginam agulhas calibrosas e assustadoras. Na realidade, utilizamos agulhas extremamente finas, semelhantes às usadas para aplicar insulina ou vacinas.

Antes de qualquer procedimento intra articular, realizamos um botão anestésico. Isso significa que injetamos uma pequena quantidade de anestésico, como a lidocaína, na pele e na cápsula articular.

A sensação real é equivalente a uma picada de inseto ou a uma coleta de sangue de rotina. Após alguns segundos, a região fica adormecida. O paciente sente uma pressão ou um leve peso quando o líquido (seja Ácido Hialurônico ou PRP) entra no joelho, mas a dor aguda e cortante é bloqueada pela anestesia prévia.

Para pacientes que sofrem com dor no joelho ao praticar esportes, o alívio que o tratamento proporciona supera, em muito, esse desconforto inicial de segundos.

A precisão do Ultrassom

Antigamente, as infiltrações eram feitas às cegas. O médico utilizava referências anatômicas, tocava os ossos do paciente e inseria a agulha onde acreditava ser o espaço articular. Embora funcione em muitos casos, essa técnica antiga pode causar dor se a agulha tocar em estruturas sensíveis, como o periósteo (a capa do osso).

Hoje a realidade é outra. Eu utilizo o ultrassom para guiar o procedimento em tempo real.

O aparelho de ultrassom funciona como um GPS. Eu consigo visualizar exatamente onde a agulha está e direcioná-la para o espaço livre entre os ossos, sem tocar em nervos ou áreas sensíveis. Isso garante que o medicamento seja depositado no local exato da lesão, seja para tratar uma artrose do joelho ou uma inflamação pontual.

A literatura médica comprova essa superioridade. Estudos demonstram que infiltrações guiadas por ultrassom são significativamente menos dolorosas e mais precisas do que as realizadas apenas pelo tato. 

Uma revisão publicada no Journal of Ultrasound in Medicine apontou que a precisão das injeções guiadas chega a ser superior a 95%, enquanto a técnica às cegas pode ter taxas de erro consideráveis. 

O que sentir durante e após a aplicação

Durante a aplicação, é comum sentir uma sensação de preenchimento. Como estamos injetando um volume líquido dentro de um espaço fechado, você sentirá uma pressão interna. É um desconforto suportável e rápido.

Imediatamente após o procedimento, recomendo que o paciente aguarde alguns minutos sentado. Ao levantar, o joelho pode parecer um pouco pesado ou estranho, mas é perfeitamente possível caminhar e dirigir logo em seguida, na grande maioria dos casos.

Nas primeiras 24 a 48 horas, pode haver um leve incômodo no local da picada. Gelo local costuma ser suficiente para resolver. Em casos de condromalácia patelar, onde a inflamação pode ser mais ativa, prescrevo analgésicos simples se necessário.

Não deixe o medo impedir seu tratamento

A tecnologia transformou as infiltrações em procedimentos seguros, rápidos e com desconforto mínimo. O uso de agulhas finas, anestesia local e, principalmente, o guiamento por ultrassom, garantem uma experiência muito mais tranquila do que a maioria dos pacientes imagina.

Se a dor ou a limitação de movimento está afetando sua rotina, o medo da agulha não deve ser um obstáculo. O benefício do tratamento correto é a retomada das suas atividades sem sofrimento.

Eu convido você a agendar uma avaliação no meu consultório. Analisarei o seu quadro com atenção e definiremos a melhor estratégia para aliviar sua dor com total segurança e precisão.

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Bloqueio de nervos geniculares: a solução minimamente invasiva para a dor crônica do joelho https://fernandoumada.com.br/nervos-geniculares/ https://fernandoumada.com.br/nervos-geniculares/#respond Mon, 22 Dec 2025 19:01:45 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2123 Muitos pacientes chegam ao meu consultório com uma queixa desgastante: a dor no joelho não passa, mesmo após meses de fisioterapia, medicações e infiltrações, e perguntam sobre o bloqueio do nervos geniculares. Em outros casos, a dor persiste mesmo após uma cirurgia de prótese que tecnicamente foi um sucesso. Quando as opções conservadoras falham e […]

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Muitos pacientes chegam ao meu consultório com uma queixa desgastante: a dor no joelho não passa, mesmo após meses de fisioterapia, medicações e infiltrações, e perguntam sobre o bloqueio do nervos geniculares. Em outros casos, a dor persiste mesmo após uma cirurgia de prótese que tecnicamente foi um sucesso.

Quando as opções conservadoras falham e a cirurgia não é indicada (ou o paciente não pode realizá-la), temos um recurso valioso e moderno na medicina da dor: o Bloqueio dos Nervos Geniculares e a Radiofrequência (Rizotomia).

Neste artigo, detalho como essa técnica funciona. É uma alternativa segura para devolver o bem-estar a quem convive com o sofrimento crônico.

O que são os nervos geniculares?

Para entender o procedimento, precisamos entender a anatomia da dor. O joelho é cercado por pequenos ramos nervosos chamados nervos geniculares. A função principal deles é transmitir os sinais sensitivos da articulação para o cérebro.

Em um joelho com artrose avançada, esses nervos estão constantemente enviando alertas de dor devido à inflamação e ao desgaste mecânico.

A técnica de bloqueio consiste, basicamente, em desligar ou amortecer esses transmissores. Se o sinal de dor não chega ao cérebro, o paciente sente alívio, mesmo que o desgaste ósseo ainda esteja lá.

Como o procedimento é realizado?

O tratamento completo geralmente ocorre em duas fases distintas para garantir a eficácia.

Fase 1: O bloqueio diagnóstico

Antes de realizarmos o procedimento definitivo, precisamos ter certeza de que a dor do paciente é realmente transmitida por esses nervos específicos.

No consultório ou centro cirúrgico, guiado por ultrassom ou radioscopia (raio-x em tempo real), injeto uma pequena quantidade de anestésico exatamente onde passam os nervos geniculares.

Se o paciente relatar um alívio significativo da dor nas horas seguintes (geralmente acima de 50%), confirmamos que ele é um excelente candidato para a fase terapêutica definitiva.

Fase 2: Ablação por radiofrequência (rizotomia)

Confirmada a resposta positiva no teste, partimos para a Radiofrequência.

Nesta etapa, utilizamos agulhas especiais conectadas a um gerador de radiofrequência. A ponta da agulha aquece de forma controlada e cria uma lesão térmica no nervo sensitivo.

Esse processo interrompe a capacidade do nervo de transmitir dor por um longo período. Não se trata de cortar o nervo, mas de modular a sua função através do calor. O procedimento é minimamente invasivo, feito com sedação leve e anestesia local. Não há cortes, pontos ou necessidade de internação hospitalar.

Para quem este tratamento é indicado?

A seleção do paciente é o fator mais importante para o sucesso. Eu indico o bloqueio e a radiofrequência principalmente em três situações:

  • 1. Artrose avançada sem indicação cirúrgica: pacientes idosos ou com problemas de saúde que tornam a cirurgia de prótese de joelho muito arriscada. Para este grupo, o bloqueio devolve a mobilidade e reduz a necessidade de analgésicos fortes.
  • 2. Dor residual pós-cirúrgica: alguns pacientes continuam sentindo dor mesmo após a colocação da prótese, embora os exames mostrem que o implante está perfeito. Isso ocorre muitas vezes por uma sensibilização dos nervos periféricos. A rizotomia é extremamente eficaz nesses casos.
  • 3. Pacientes que querem adiar a cirurgia: pessoas que, por motivos pessoais ou profissionais, precisam ganhar tempo e qualidade de vida antes de se submeterem a uma artroplastia total.

Os resultados clínicos são muito consistentes. O alívio da dor costuma durar de 6 meses a até 2 anos, dependendo da regeneração nervosa de cada indivíduo. Quando a dor retorna, o procedimento pode ser repetido.

Um estudo clínico randomizado, publicado no renomado Pain Physician, demonstrou que a radiofrequência dos nervos geniculares proporcionou alívio significativo da dor e melhora funcional em pacientes com osteoartrite grave, superando os resultados do tratamento convencional com medicamentos. 

Recuperação e pós-procedimento

A recuperação é rápida. Como não há incisões, o paciente sai caminhando do hospital no mesmo dia. Pode haver um leve desconforto no local das agulhas por 24 horas, facilmente controlado com gelo.

A fisioterapia é liberada e incentivada logo em seguida, pois com menos dor, o paciente consegue fortalecer a musculatura, o que protege ainda mais a articulação.

Uma nova perspectiva para a dor crônica

Conviver com dor diária não é normal e não deve ser aceito como sentença. Se você já tentou diversos tratamentos sem sucesso, a tecnologia médica atual oferece essa alternativa segura e eficiente.

Eu convido você a agendar uma consulta para avaliarmos se o bloqueio dos nervos geniculares é indicado para o seu caso. Vamos trabalhar para devolver o seu conforto e sua mobilidade.

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Beach Tennis e Crossfit: como proteger o joelho nas atividades de alto impacto https://fernandoumada.com.br/beach-tennis/ https://fernandoumada.com.br/beach-tennis/#respond Mon, 08 Dec 2025 18:59:16 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2120 O perfil do paciente que frequenta meu consultório mudou nos últimos anos. Se antes as lesões esportivas vinham majoritariamente do futebol e da corrida, hoje recebo diariamente praticantes de duas modalidades que explodiram em popularidade: o Beach Tennis e o Crossfit. Ambos são excelentes para a saúde cardiovascular e para o condicionamento físico geral. No […]

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O perfil do paciente que frequenta meu consultório mudou nos últimos anos. Se antes as lesões esportivas vinham majoritariamente do futebol e da corrida, hoje recebo diariamente praticantes de duas modalidades que explodiram em popularidade: o Beach Tennis e o Crossfit.

Ambos são excelentes para a saúde cardiovascular e para o condicionamento físico geral. No entanto, eles impõem desafios biomecânicos muito específicos aos joelhos. Entender a mecânica de cada um é o primeiro passo para evitar que o esporte se transforme em uma lesão cirúrgica.

Neste artigo, analiso os riscos de cada modalidade e ensino como você pode blindar seus joelhos para continuar treinando com segurança.

Beach Tennis: o perigo mora na areia fofa

Existe um mito de que a areia, por ser macia, protege as articulações. Isso é uma meia verdade. De fato, a areia absorve o impacto vertical, o que é ótimo para a cartilagem. Porém, ela cria um terreno de extrema instabilidade.

No Beach Tennis, o jogo é dinâmico, com frenagens bruscas, arranques rápidos e mudanças de direção constantes. Quando o pé afunda na areia fofa, ele trava. Se o corpo gira para buscar uma bola difícil e o pé continua preso na areia, a força de rotação (torque) vai toda para o joelho.

As lesões mais comuns na areia

Essa mecânica rotacional é a inimiga número um dos ligamentos e meniscos.

  1. Entorses e LCA: o travamento do pé com o giro do corpo é o mecanismo clássico de ruptura. Se você sentir um estalo seguido de inchaço imediato, leia meu artigo sobre lesão do ligamento cruzado anterior.
  2. Lesões de Menisco: os movimentos de agachamento profundo para defender uma bola curta, combinados com rotação, podem “morder” o menisco. Saiba identificar os sinais lendo sobre lesão de menisco.

Crossfit: intensidade e carga

O Crossfit parte de outra premissa. Aqui o desafio não é o terreno, mas a alta intensidade, o volume de repetições e as cargas elevadas em movimentos complexos como agachamentos (squats), saltos na caixa e levantamentos olímpicos.

O problema raramente é o esporte em si, mas a execução fadigada. Quando o atleta tenta bater um recorde pessoal ou terminar o WOD (treino do dia) rapidamente, a técnica pode falhar. Um agachamento com os joelhos valgos (caindo para dentro) sob carga alta gera uma pressão absurda na articulação patelofemoral.

O risco da sobrecarga

  1. Tendinites: o excesso de saltos e agachamentos pode inflamar o tendão patelar, causando a famosa “joelho do saltador”. Entenda mais sobre como tratamos a tendinite.
  2. Condropatia: o atrito repetitivo com carga excessiva acelera o desgaste da cartilagem atrás da patela. Se você sente dor na frente do joelho, recomendo a leitura sobre condromalácia patelar.

A ciência, contudo, mostra que o Crossfit, quando bem supervisionado, é seguro. Uma revisão sistemática publicada no Journal of Sport Rehabilitation analisou diversos estudos e concluiu que a taxa de lesões no Crossfit é comparável à de outros esportes recreativos, como levantamento de peso e ginástica, desde que respeitados os limites do corpo. 

Estratégias de proteção e fortalecimento

Não é necessário abandonar o esporte. O segredo está na preparação física paralela.

1. Fortaleça o quadril (glúteo médio)

O glúteo médio é o principal estabilizador do joelho. Se ele está fraco, seu joelho cai para dentro (valgo dinâmico) durante um agachamento no box ou uma aterrissagem na areia. Exercícios como a ostra ou passadas laterais com elástico são fundamentais.

2. Melhore a mobilidade de tornozelo

No Crossfit, a falta de mobilidade no tornozelo obriga o joelho a compensar o movimento, aumentando a sobrecarga. Alongamentos de panturrilha e soltura miofascial ajudam muito.

3. Respeite o descanso

O tecido biológico precisa de tempo para se adaptar à carga. Treinar todos os dias sem descanso leva a fraturas por estresse e tendinopatias crônicas.

Quando procurar ajuda?

Sentir dor muscular após o treino é normal. Sentir dor na articulação, ter inchaço ou bloqueio de movimento não é.

Se você pratica Beach Tennis ou Crossfit e percebe que o joelho está limitando sua performance, não ignore o sinal. O diagnóstico precoce evita que uma inflamação simples evolua para uma lesão cirúrgica.

Estou à disposição para avaliar sua mecânica de movimento e ajudar você a continuar treinando em alto nível e sem dor.

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Prótese de joelho: posso ajoelhar? Posso correr? Mitos e limites da artroplastia https://fernandoumada.com.br/protese-no-joelho-2/ https://fernandoumada.com.br/protese-no-joelho-2/#respond Mon, 24 Nov 2025 18:56:19 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2117 A decisão de realizar uma artroplastia total, popularmente conhecida como cirurgia de prótese no joelho, costuma vir acompanhada de um misto de esperança e medo. O paciente deseja se livrar da dor crônica, mas teme perder sua autonomia ou ficar limitado para sempre. Recebo muitas perguntas no consultório que não estão nos livros técnicos, mas […]

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A decisão de realizar uma artroplastia total, popularmente conhecida como cirurgia de prótese no joelho, costuma vir acompanhada de um misto de esperança e medo. O paciente deseja se livrar da dor crônica, mas teme perder sua autonomia ou ficar limitado para sempre.

Recebo muitas perguntas no consultório que não estão nos livros técnicos, mas que definem a rotina de quem opera. São dúvidas sobre ajoelhar na igreja, brincar com os netos ou voltar a praticar o esporte favorito.

Neste artigo, reuni as respostas para as dúvidas mais comuns e práticas sobre a vida após a cirurgia. O objetivo é alinhar suas expectativas e mostrar que a prótese existe para devolver funções, não para retirá-las.

1. Eu vou conseguir ajoelhar novamente?

Esta é talvez a pergunta mais frequente. A resposta curta é: sim, a mecânica da prótese permite o movimento de ajoelhar.

No entanto, existe uma diferença entre poder e conseguir com conforto. A maioria dos pacientes consegue fisicamente realizar o movimento, mas muitos evitam fazê-lo por causa da sensibilidade na cicatriz ou uma sensação estranha de pressão na frente do joelho.

Não há risco de estragar o implante ao se ajoelhar. O desconforto é nos tecidos moles, não no metal. Minha recomendação é que você utilize uma proteção, como uma almofada ou joelheira macia, para reduzir o contato direto da cicatriz com o solo rígido.

2. Posso voltar a correr?

Aqui precisamos ser muito transparentes. Embora a dor desapareça e você se sinta capaz, a corrida de longa distância ou de alta intensidade não é recomendada para quem tem prótese.

A prótese possui um componente de polietileno, um plástico de alta resistência que fica entre as partes metálicas. Atividades de alto impacto repetitivo, como correr maratonas, aceleram o desgaste desse plástico e podem levar à soltura precoce do implante.

Isso não significa sedentarismo. Caminhadas vigorosas, esteira em ritmo moderado, natação, ciclismo e até esportes como golfe ou tênis em duplas são totalmente permitidos e incentivados.

Para entender melhor o perfil de paciente ideal para este procedimento, sugiro a leitura do artigo sobre quando a prótese de joelho é indicada.

3. Em quanto tempo posso voltar a dirigir?

A autonomia no trânsito é fundamental para a maioria dos adultos. O retorno à direção depende de qual perna foi operada e do tipo de carro (automático ou manual).

Em geral, o paciente precisa recuperar o tempo de reflexo para frear bruscamente em uma emergência sem sentir dor aguda. Isso costuma levar entre 4 a 6 semanas. Detalhei todos os prazos e testes que fazemos neste artigo específico sobre quando voltar a dirigir após a cirurgia do joelho.

4. A prótese dura para sempre?

Antigamente, dizia-se que uma prótese durava 10 anos. Hoje, com a evolução dos materiais e das técnicas cirúrgicas, os números são muito mais animadores.

Um estudo histórico publicado na revista The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo, analisou dados de milhares de pacientes por 25 anos. A conclusão foi que aproximadamente 82% das próteses totais de joelho ainda funcionam perfeitamente após duas décadas e meia.

Isso significa que, para a grande maioria dos pacientes, a prótese será definitiva. Você pode conferir os dados desta pesquisa sobre a durabilidade das próteses aqui.

5. Vou precisar de muita fisioterapia?

Sim, e ela é a chave do sucesso. A cirurgia coloca a peça no lugar, mas é a reabilitação que ensina seu corpo a usá-la.

O paciente que se dedica aos exercícios ganha amplitude de movimento mais rápido e sofre menos com inchaços. Ignorar essa etapa pode deixar o joelho rígido, uma complicação difícil de reverter. Saiba mais sobre como a fisioterapia acelera a recuperação.

Vida normal, sem dor

O conceito de normalidade muda após a cirurgia de prótese de joelho, mas muda para melhor. Trocar a limitação de uma artrose severa por um joelho estável, que permite caminhar no parque, viajar e brincar com a família, é uma troca que vale a pena.

Se você tem artrose avançada e ainda tem dúvidas se a cirurgia é para você, venha conversar. Vamos avaliar seu caso individualmente e esclarecer todos os seus receios.

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Dor no joelho: quando a medicina regenerativa pode evitar a cirurgia e restaurar sua qualidade de vida https://fernandoumada.com.br/dor-no-joelho-2/ https://fernandoumada.com.br/dor-no-joelho-2/#respond Mon, 10 Nov 2025 18:45:45 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2114 Você provavelmente já ouviu o diagnóstico desanimador de que seu joelho não tem mais jeito sem uma operação. Essa afirmação gera medo e insegurança em qualquer pessoa que preza pela sua liberdade de movimento e que sente dor no joelho. A ideia de enfrentar uma cirurgia complexa e uma reabilitação longa paralisa muitas decisões de […]

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Você provavelmente já ouviu o diagnóstico desanimador de que seu joelho não tem mais jeito sem uma operação. Essa afirmação gera medo e insegurança em qualquer pessoa que preza pela sua liberdade de movimento e que sente dor no joelho. A ideia de enfrentar uma cirurgia complexa e uma reabilitação longa paralisa muitas decisões de tratamento.

Contudo, a realidade da ortopedia moderna mudou drasticamente nos últimos anos com o avanço da tecnologia biológica. Nós não precisamos mais esperar o desgaste se tornar insuportável para então trocar sua articulação por metal. Hoje, temos ferramentas para intervir antes que o dano se torne irreversível.

O foco atual é preservar sua anatomia natural o máximo possível, utilizando recursos do seu próprio corpo. A medicina regenerativa surge justamente para preencher o espaço vazio entre o tratamento conservador básico e o bisturi. Ela oferece uma chance real de recuperação para quem busca alternativas menos agressivas.

A mudança de paradigma no tratamento

O tratamento convencional costuma falhar porque ele foca apenas em mascarar a dor momentânea com anti-inflamatórios. Isso não resolve o problema mecânico e biológico que está acontecendo dentro da sua articulação. Enquanto você toma remédio, a osteoartrite do joelho continua progredindo silenciosamente.

Minha abordagem no consultório é diferente: busco modificar o ambiente interno do seu joelho. Precisamos transformar uma articulação inflamada e catabólica, que se destrói, em um ambiente anabólico, que se repara. Conseguimos isso entregando células e proteínas sinalizadoras diretamente no foco da lesão.

Isso permite que você retome atividades que abandonou, como caminhar no parque ou praticar seu esporte favorito. O objetivo é devolver a função do membro, e não apenas tirar a dor por algumas horas.

As ferramentas biológicas que utilizamos

Eu utilizo protocolos personalizados dependendo do grau da sua lesão e da sua demanda física. As duas principais frentes de tratamento regenerativo que aplicamos com sucesso são:

  • 1. Terapias com Plasma (PRP) Utilizamos as plaquetas do seu próprio sangue para sinalizar o reparo tecidual. É uma técnica excelente para modular a inflamação crônica.
  • 2. Concentrado de Medula Óssea Em casos mais específicos, usamos células mesenquimais que atuam na modulação de processos inflamatórios severos e auxiliam na homeostase da articulação.

O que a ciência diz sobre evitar cirurgias

Não baseio meus tratamentos em promessas vazias, mas em dados clínicos sólidos e reproduzíveis. Estudos comparativos mostram que terapias biológicas superam tratamentos com corticoide em longevidade do alívio e segurança para a cartilagem. O corticoide pode até aliviar rápido, mas ele pode agredir o tecido a longo prazo.

Uma revisão sistemática importante publicada no The American Journal of Sports Medicine analisou o uso de injeções intra articulares de plasma rico em plaquetas para artrose de joelho. 

Os dados confirmaram que os pacientes tratados com PRP tiveram melhoras funcionais superiores aos que receberam apenas ácido hialurônico isolado em acompanhamentos de até 12 meses.

Isso significa que temos respaldo científico para indicar esse caminho antes de considerar uma prótese de joelho. É uma estratégia inteligente para pacientes jovens ou ativos que não querem limitar sua vida agora.

Quem é o candidato ideal?

Esta é a dúvida principal: será que funciona para o meu caso específico ou já passei do ponto? A resposta depende de uma avaliação detalhada da qualidade da sua articulação e dos seus exames de imagem.

Geralmente, obtemos os melhores resultados nos seguintes cenários:

  • Artrose leve a moderada: quando ainda existe cartilagem viável para ser preservada.
  • Lesões de menisco degenerativas: onde a cirurgia de remoção poderia acelerar o desgaste futuro. Saiba mais sobre tratamentos modernos para lesão de menisco.
  • Sobrecarga em atletas: casos de tendinite patelar ou quadricipital que não respondem ao repouso.

E se a cirurgia for realmente necessária?

Existem situações onde a correção mecânica é a única saída segura, como em bloqueios articulares graves ou deformidades ósseas severas. Eu prezo pela transparência absoluta: se operar for o melhor para você, eu lhe direi.

Mesmo nesses casos, a medicina regenerativa entra como uma aliada poderosa no pós operatório. Podemos usar essas tecnologias para melhorar o ambiente biológico durante a recuperação, visando reduzir o tempo de inatividade e melhorar a qualidade final do tecido.

Restaure sua qualidade de vida

Você não precisa aceitar a dor crônica como uma companheira eterna do seu envelhecimento. A tecnologia médica existe para devolver sua mobilidade e manter você ativo por mais tempo.

Não tome decisões drásticas e irreversíveis sem antes conhecer o potencial de recuperação do seu próprio corpo. A preservação da sua anatomia natural deve ser sempre a nossa prioridade número um.

Você deseja saber se o seu caso de dor no joelho é elegível para as terapias regenerativas? Agende uma avaliação detalhada conosco e vamos traçar o melhor plano para restaurar sua qualidade de vida.

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Dor no Joelho ao Praticar Esportes: Causas e Tratamentos Eficazes https://fernandoumada.com.br/dor-no-joelho-ao-praticar-esportes-causas-e-tratamentos-eficazes/ https://fernandoumada.com.br/dor-no-joelho-ao-praticar-esportes-causas-e-tratamentos-eficazes/#respond Mon, 23 Jun 2025 12:00:00 +0000 https://fernandoumada.com.br/?p=2090 A dor no joelho é uma condição comum entre atletas de todas as modalidades. Se não tratada adequadamente, pode impactar seriamente no desempenho e na qualidade de vida. Este artigo oferece insights valiosos sobre como identificar, tratar e prevenir a dor no joelho, garantindo que você possa se manter ativo de forma segura e eficaz. […]

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A dor no joelho é uma condição comum entre atletas de todas as modalidades. Se não tratada adequadamente, pode impactar seriamente no desempenho e na qualidade de vida. Este artigo oferece insights valiosos sobre como identificar, tratar e prevenir a dor no joelho, garantindo que você possa se manter ativo de forma segura e eficaz.

Causas Comuns de Dor no Joelho em Atletas

Quando pensamos em dor no joelho durante a prática esportiva, é importante entender primeiro as possíveis causas. A dor no joelho pode afetar atletas de todos os níveis, desde iniciantes até profissionais, por diversas razões. Aqui estão algumas das causas mais comuns:

  • Tendinite Patelar: Conhecida também como “joelho de saltador”, essa condição é causada pela inflamação do tendão patelar.
  • Lesões de Ligamentos: O rompimento ou estiramento dos ligamentos, como o LCA (Ligamento Cruzado Anterior), é uma lesão comum entre atletas.
  • Síndrome da Banda Iliotibial: Esta é uma condição de sobrecarga que afeta corredores e ciclistas.
  • Meniscopatia: Lesões no menisco podem ocorrer devido a torções ou impactos diretos.
  • Osteoartrite: Embora mais comum em pessoas mais velhas, atletas jovens também podem desenvolver osteoartrite devido a lesões anteriores.

A identificação correta da causa da dor é crucial para um tratamento eficaz. Dessa forma, consultas médicas frequentes, especialmente após lesões, são recomendações universais.

Métodos Eficazes de Tratamento

O tratamento da dor no joelho pode variar conforme a causa, mas algumas abordagens são amplamente eficazes:

  • Repouso: Permitir que o joelho descanse é fundamental para a recuperação de qualquer lesão.
  • Gelo: Aplicar gelo na área afetada ajuda a reduzir o inchaço e a dor.
  • Compressão: O uso de bandagens pode ajudar a diminuir o inchaço.
  • Elevação: Manter o joelho elevado quando estiver deitado pode ajudar a reduzir o inchaço.

Em casos mais graves, tratamentos adicionais podem ser necessários, como:

  • Fisioterapia: Um fisioterapeuta pode fornecer exercícios adaptados para fortalecer os músculos ao redor do joelho.
  • Medicamentos: Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser recomendados para controlar a dor e a inflamação.
  • Cirurgia: Em casos de lesões graves, a cirurgia pode ser necessária para reparar ligamentos ou meniscos danificados.

Exercícios de Prevenção e Recuperação

Prevenir a dor no joelho é tão importante quanto tratá-la. Incorporar exercícios de fortalecimento e alongamento na rotina esportiva pode ajudar a prevenir lesões:

  • Agachamentos: Exercícios de agachamento ajudam a fortalecer os quadríceps e glúteos.
  • Elevação de Panturrilha: Fortalece a panturrilha e ajuda na estabilização do joelho.
  • Alongamentos de Quadríceps e Isquiotibiais: Mantém a flexibilidade e previne tensões musculares.
  • Exercícios de Equilíbrio: Melhora a coordenação e estabilidade, reduzindo o risco de torções.

A prática regular desses exercícios pode não apenas ajudar na recuperação de lesões mas também contribuir para prevenir futuras dores. Sempre que possível, faça esses exercícios sob a orientação de um profissional para evitar lesões adicionais.

Quando Procurar Ajuda Profissional

Embora muitas das dores de joelho possam ser tratadas em casa com os métodos citados, existem sinais que indicam a necessidade de procurar ajuda profissional:

  • Dor Intensa e Persistente: Se a dor não melhora com o repouso e o tratamento em casa, é hora de consultar um médico.
  • Incapacidade de Suportar Peso: Se não conseguir colocar peso no joelho afetado, você deve procurar um ortopedista.
  • Inchaço Considerável: Inchaço que não diminui ou que piora requer atenção médica.
  • Instabilidade no Joelho: Sensação de que o joelho não está estável pode indicar lesão nos ligamentos.

Consultar com um médico ou fisioterapeuta em casos de dor no joelho persistente é vital para evitar complicações e promover a cura adequada. O diagnóstico precoce de quaisquer problemas pode ajudar a garantir um tratamento mais eficaz, permitindo o retorno mais rápido e seguro às atividades esportivas.

Lembre-se, cuidar bem dos joelhos é essencial para continuar a desfrutar dos esportes que você ama!

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